7 - QUEDAS
Oi meus amigos, tudo bem? Quero falar um pouquinho sobre as quedas. Em especial as de bike. Eu tenho algumas boas histórias de tombos de bike, umas se tornam até engraçadas depois de algum tempo. Desde menino pequeno eu adoro andar de bicicleta. Logo cedo, tomei uns bons tombos, mas dentre eles tive dois bem fortes, um com uns 10 anos em que ralei o joelho, e um outro já na adolescência em que ia bater e a bike se desgovernou, e me atirei para o lado, na estrada de terra, e estava sem camisa. Ralei a barriga inteira no meio das férias de verão. Aí quando todos os amigos iam na piscina, eu não ia porque a minha barriga era uma casaca de ferida. Terrível.
Quando comecei a pedalar a minha primeira “bike speed” senti a aerodinâmica diferente e fui bem cauteloso para não me machucar. Fiz vários “rolezinhos” no parque, em horários em que o parque estava bem vazio, pra poder me entender com essa nova modalidade antes de pegar estrada e arrepiar acima dos 30 km/h. Quando eu já me sentia mais confiante, comecei a ir mais rápido, mas descobri que no parque não dá. Tem pessoas passeando, crianças, e a gente pode causar vários acidentes. Acidente de bike pode ser fatal.
Logo já peguei uma sapatilha, arrumei um pedal com “clip” e fui testar. Caí na porta de casa, com os pés “clipados” no pedal, com a bike parada. Hahahahaha, um clássico esse tombo. Mas não me machuquei. Esse tombo foi engraçado. Caí mais umas duas vezes assim, porque estava aprendendo a tirar o pé do clip.
Depois, tive uma seqüência de quedas bem chatas.
Assim que voltei de Brasília, quando fui fazer o Ironman 70.3, estava super confiante, tinha feito uma boa prova, fui no fisioterapeuta e acupuntura, e estava zerado. Fui pedalar uma manhã na ciclovia da marginal Pinheiros e estava lá, curtindo a ciclo vazia, tranquilo, quando sai do mato para atravessar a pista um Teju (uma espécie de lagarto grande) e não tive tempo de desviar, passei por cima dele e a bike voou, voltando ao chão toda desgovernada, e eu que estava zeradinho da silva machuquei toda a lateral esquerda. Foi uma batida e uns ralados. Nada grave, mas foi horrível. Uma semana exata desse acidente, fui jogado no chão numa rua tranqüilíssima ao lado de casa, por um motorista de um carro que ESTAVA DIRIGINDO COM O CELULAR NA MÃO. Machuquei igual, mas agora era do lado direito. Eu estava todo correto, pedalando pela direita, devagar e com capacete. Se não fosse o capacete (que trincou) teria acabado com a minha cara no asfalto. Fiquei um mês com dores.
Não adianta, com bike sempre vamos ter casos de quedas para contar. Por mais que a gente seja um ciclista prudente, use capacete, preste atenção, podem sair bichos do mato, motoristas desatentos, e estamos sujeitos a essas quedas.
Na vida também temos algumas “quedas”, no nosso emocional, na profissão, na vida espiritual, nos relacionamentos, e todos esses acidentes sempre me fizeram pensar na vida, em como temos que ser prudentes, atentos, pois muitas quedas acontecem nas horas em que nos sentimos mais confiantes e negligenciamos alguma situação de possível perigo por um excesso de confiança.
Deixo aqui um conselho: “Aquele que pensa que está de pé é melhor ter cuidado para não cair”. (S Paulo, 1 Coríntios 10:12)
Comentários
Postar um comentário