11 - Força de Vontade

11 - FORÇA DE VONTADE

Oi moçada, beleza? Quero contar um pouco sobre minha experiência em treinar, estudar, tocar, mesmo quando a gente está numa fase difícil, ou num dia ruim, ou até mesmo quando tudo está dando errado.
Quando a gente começa a treinar, ou a fazer uma atividade nova, seja ela o que for (aprender um idioma, um instrumento, uma arte ou uma atividade física) no começo é tudo novo, empolgante, a gente descobre que pode vencer limites, realizar coisas que jamais tinha realizado, ou até mesmo realizar sonhos que estavam guardados. Mas é claro, depois de um tempo vira uma rotina, e podemos nos desmotivar. Tem gente que começa um monte de coisa e não continua, não finaliza. Um amigo meu, logo que recomecei na academia, me falou: “quero ver daqui ha 3 meses”. Isso é uma grande verdade. Pessoas começam na academia e já param depois de 3 meses. Tanto é que um grande sucesso são os “planos trimestrais”, assim a gente se compromete só com 3 meses, e se gostar renova ou se apertar o tempo a gente para. 
Hoje em dia, nessa vida pós moderna e instantânea, vivemos sem compromisso. Não tem compromisso nos trabalhos, nas relações, no casamento, na fé, quem dirá com alguma atividade extra. Percebo inclusive com meus alunos. Preferem marcar uma aula de cada vez do que se comprometer com um mês, ou um período maior.
Fazer triathlon é algo muito pesado e puxado. Tem que ter certeza de que quer mesmo e de que gosta, porque se você começa a treinar, tem que ter uma constância. Essa quebra na rotina de treinos prejudica seu corpo e não acontece o desenvolvimento que precisa ter. Tem que ter certeza de que quer muito e de saber aonde chegar. Porque vai ter que acordar cedo muitas vezes, vai ter que treinar em dias que está desanimado, e treinar muito. Vai ter que cumprir a planilha que o seu treinador passa, direitinho sem roubar. Tem que treinar com sol, com chuva, com frio, com vento, sol forte ao meio dia (muitas vezes numa prova, a hora em que começamos a correr é justamente por aí, meio dia, uma da tarde). Vamos derrubar o gigante com o que estamos preparados, e não com o preparo do outro. Com as armas que temos em nossas mãos. Se não levarmos a sério, na hora da prova não tem santo que ajude nas subidas. 
E como músico, então??? O triathlon me ajudou a ter mais garra na vida e na música. A correr atrás dos sonhos, a viver a auto superação. Nossa carreira de música, de artista, só depende de nós mesmos. Não adianta ficar esperando um mecenas, ou um grande empresário descobrir que somos o que faltava para completar a arte na história. A gente tem que correr atrás. Tem dias que parece que nada vai acontecer. E não vai mesmo. A não ser que a gente dê passos, levante da cadeira e vá atrás dos nossos sonhos. Se a gente não sabe aonde quer atirar, vamos ficar esperando, e alguém vai atirar na gente. A carreira do artista e do atleta são muito parecidas. Só dependem de nós mesmos. Um dia após o outro, uma batalha após a outra. É matar o leão a cada dia. São mais treinos, ensaios, backstage, do que a glória, os shows ou o pódium. 
Não se faz um nadador que treina só no verão, não se faz um músico que toca só o que sabe. Minha dica; MANTER OS OLHOS FIRMES NO ALVO!!!



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